terça-feira, 9 de junho de 2015

eu pago o preço da omissão
e essa frase martela na minha
cabeça
explodindo minhas têmporas
em cinzas e purpurinas

me dirigi exatamente à encruzilhada
com meus pés presos
no mover dos teus olhos

olhos teus que não transmitiram
mensagem 
mas que conduziram
viagem

e agora eu sei lê-los
e muitas vezes
quis interpretá-los
ao meu favor
mas a sinceridade paira em
meu peito
de maneira ao teu dispôr

não trapaceei a verdade
tampouco contive a maldade
dancei com a sensualidade tua
e por ser nua
eu sigo omitindo
para o bem
da nossa transparência

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